Curso de especialização em linguagens da arte
Centro de Estudos Maria Antonia/ USP
Professora do MÓDULO DANÇA desde 2006

Esse curso, que se destina a todos os alunos (com ou sem formação prática em dança), tem como ambição ampliar os espaços de reflexão na área de dança, pensada num contexto amplo, que abrange outras disciplinas, traçando linhas de envolvimento com assuntos atuais. A dança é vista no âmbito de outras expressões da cultura contemporânea — como cinema, vídeo, teatro, música e literatura —, que mantém vínculos diretos ou indiretos com ela.
Três grandes temas — Breve História da Dança, Panorama da Dança no Brasil e Corpo e Movimento— servirão de base para o entendimento e a discussão dessa arte hoje.

 

Fábricas de cultura - Pedrinho

O Programa Fábricas de Cultura atua em distritos da cidade de São Paulo com altos índices de vulnerabilidade juvenil. Os participantes são 1.500 jovens de 14 a 19 anos, moradores de Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Sapopemba e Vila Curuçá (zona leste); Brasilândia, Cachoeirinha e Jaçanã (zona norte); Capão Redondo e Jardim São Luiz (zona sul), sob a responsabilidade de uma rede de profissionais, articulada em várias instâncias.

A concepção geral do projeto Fábricas de Cultura, em 2007, foi obra de Luiz Nogueira, Diretor Geral e Coordenador da Unidade de Formação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. A coordenação executiva é da pedagoga e antropóloga Ana Lucia Lopes. O programa pedagógico foi estruturado pelo diretor teatral Márcio Aurélio, pelo músico e compositor Ari Colares, por Marco Vettore, diretor da companhia Nau de Ícaros, e por mim (representando a área da dança, (maio 2007- janeiro 2009).

O foco dos projetos é a descoberta pelo adolescente de seus potenciais expressivos, a partir do entendimento do seu corpo e da relação com a sociedade. Iniciado em setembro de 2007, o projeto artístico-pedagógico foi estruturado em vivências contínuas, realizadas nas ONGS e nos CEUs. Para assegurar a qualidade das vivências, os 50 arte-educadores que trabalham diretamente com o jovens participam de uma Formação Continuada, uma vez por semana, com os Consultores Temáticos (Bernadete Alves (Teatro), Valéria Zeidan (Música), Carmen Morais (Dança) e Raquel Rosmaninho (Circo) e Hugo Malavolta (Cultura), tendo ali a oportunidade de discutir as questões gerais e pontuais do programa.

Com duração de doze meses, três horas por dia, três vezes por semana, essas atividades levarão à criação de um espetáculo em cada distrito, envolvendo em torno de 125 jovens cada um. Cada montagem artística conta com um diretor de cena responsável. Participam neste ano os diretores de dança Susana Yamauchi (Luz), Célia Gouvêa (Sapopemba) e Sérgio Rocha (Jardim São Luiz); os diretores teatrais Maurício Abud (Brasilândia), Luciano Gentile (Vila Curuçá), Paulo Marcello (Cachoeirinha) Fabio Caniatto (Cidade Tiradentes); o diretor musical Heron Coelho (Jaçanã); os diretores teatrais com formação em técnicas circenses Wanderley Piras (Capão Redondo) e João Carlos Andreazza (Itaim Paulista).

Cada espetáculo recria o clássico Petrouchka, segundo seus próprios termos. Foram 10 Pedrinhos circulando pela cidade de São Paulo: cada espetáculo visita as 10 regiões envolvidas. Na dinâmica deste processo, estará permanentemente presente a reflexão sobre as questões de sociabilidade dos grupos, de ampliação do universo cultural e de formação do cidadão.

 

Escola de reeducação do movimento
Ivaldo Bertazzo - milágimas, cidadança
Após 12 anos como bailarina do Grupo Corpo, onde tive os primeiros contatos com Ivaldo Bertazzo, fiz a formação na sua metodologia (Reeducação do Movimento), com término em 2003, iniciando meus estudos sobre a questão da identidade gerada pelo movimento. Acompanhei o seu trabalho como crítica de dança da Folha de S.Paulo, no período de 2000 a 2003, quando Bertazzo voltou sua atuação para comunidades carentes.

Em 2004, organizei e escrevi a apresentação do livro sobre sua metodologia, Espaço e Corpo — Guia de Reeducação do Movimento Ivaldo Bertazzo (Sesc 2004), bem como o argumento e o roteiro do DVD sobre a construção do espetáculo Samwaad – Rua do Encontro (Sesc, 2004). Este último trabalho teve continuidade no espetáculo Milágrimas (2005), com o qual me envolvi de forma intensa, ao lado de Bertazzo, como assistente de direção do espetáculo e coordenadora do projeto. Ainda em 2005, fiz a edição do livro Tenso Equilíbrio na Dança da Sociedade, uma coletânea organizada por Carmute Campello, com textos sobre a possibilidade de trânsito social e a ação de projetos sociais como o de Bertazzo.

De agosto de 2006 a maio de 2007, fui coordenadora metodológica e co-diretora com Bertazzo no projeto Cidadança, que envolveu 100 adolescentes de áreas de vulnerabilidade social de São Paulo. Tive a oportunidade de ver e participar, pela primeira vez somente com sua supervisão, da aplicação da sua metodologia. No espetáculo gerado por este projeto, Tudo o Que Gira Parece a Felicidade, contribuí diretamente com a concepção e a organização da cena. Aqui, como sempre, ficou claro que o valor de projetos como esses vai bem além do espetáculo resultante: mais que tudo, talvez, importam as discussões em torno de valores estéticos e éticos, e seus significados. Essas discussões não têm fim. E essa tese, em alguma medida, é uma continuação pessoal do que se fez coletivamente ali.
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Escola Fafi de Teatro e Dança
Consultora do Instituto de Artes e Cultura Capixaba – Escola Fafi de Teatro e Dança na área de dança de dezembro de 2003 a dezembro de 2004.
 

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